E se todos os micróbios desaparecessem?
O EduBiota na Noite Europeia dos Investigadores 2026
O projeto EduBiota participou na Noite Europeia dos Investigadores 2026, no Centro Ciência Viva de Vila do Conde, com um módulo interativo dedicado à importância dos microrganismos na saúde, na alimentação, nas plantas e no funcionamento dos ecossistemas.
No dia 25 de setembro, o projeto EduBiota participou na Noite Europeia dos Investigadores 2026, no Centro Ciência Viva de Vila do Conde (CCVVC), numa noite dedicada ao encontro entre ciência, investigação e comunidade.
Ao longo do evento, investigadores de diferentes áreas deram a conhecer projetos científicos em curso, proporcionando aos visitantes oportunidades de observar, experimentar, questionar e conversar diretamente com quem desenvolve investigação.
Entre os projetos presentes encontravam-se iniciativas como Biodiversity Genomics Europe, AstroBioLusitanos, LusoQuercus entre vários outros trabalhos dedicados a temas tão diversos como biodiversidade, genómica, astrobiologia, alimentação, alterações ambientais, saúde, ecossistemas e novas tecnologias.
Esta diversidade de projetos tornou particularmente evidente uma das principais mais-valias da Noite Europeia dos Investigadores: criar um espaço onde diferentes áreas da ciência se encontram e onde a investigação pode ser apresentada de forma próxima, acessível e participada.
Um mundo sem micróbios: boa ideia?

Fotografia 1 — O módulo EduBiota no CCVVC
O EduBiota participou com o módulo interativo “Um mundo sem micróbios: boa ideia?”, desenvolvido para desafiar algumas das representações mais comuns acerca dos microrganismos e chamar a atenção para a diversidade de funções que desempenham na nossa vida e no funcionamento do planeta.
A experiência começava com uma pergunta simples: seria melhor vivermos num mundo sem micróbios?
Antes de explorarem o módulo, os visitantes eram convidados a registar a sua opinião através de uma primeira votação.
Seguia-se a exploração de diferentes objetos e situações do quotidiano, cada um associado a uma relação particular entre microrganismos e processos essenciais à vida.
O visitante podia escolher livremente por onde começar e descobrir, por exemplo, como os microrganismos:
participam na produção e transformação de alimentos;
integram o microbioma humano e desempenham funções importantes no organismo;
estão envolvidos nos processos de decomposição e reciclagem de nutrientes;
estabelecem relações fundamentais com as plantas e contribuem para a sua produtividade;
e estão no centro de importantes questões relacionadas com a utilização de antibióticos e a resistência bacteriana.
No final da exploração, os visitantes eram novamente convidados a responder à pergunta inicial: Depois de conhecer um pouco melhor este mundo invisível, continuariam a pensar da mesma forma?
Mais do que transmitir a ideia simplificada de que existem microrganismos “bons” e “maus”, o módulo procurou mostrar que os microrganismos fazem parte de redes de relações complexas e essenciais à saúde dos organismos, ao funcionamento dos ecossistemas e a muitos dos processos dos quais depende a nossa vida quotidiana.
Comunicar ciência para além da comunidade científica
A participação em iniciativas desta natureza é particularmente relevante para projetos como o EduBiota.
A comunicação e divulgação de ciência junto da comunidade não se limita à apresentação de resultados científicos. É também uma oportunidade para escutar perguntas, identificar conceções, despertar curiosidade, promover diálogo e criar novas formas de aproximação entre investigação e sociedade.
Ao longo da noite, foi especialmente interessante observar de que forma públicos de diferentes idades interagiam com o módulo, que objetos despertavam maior curiosidade e que questões surgiam espontaneamente.
Uma pergunta aparentemente simples — “e se todos os micróbios desaparecessem?” — acabou por abrir espaço para conversas sobre alimentação, saúde, ambiente, antibióticos, plantas, biodiversidade e funcionamento dos ecossistemas.
Estes momentos são também fundamentais para testar novas formas de comunicação de ciência e para compreender melhor como conceitos científicos podem ser apresentados de forma simultaneamente rigorosa, acessível e significativa para diferentes públicos.
Um agradecimento especial
A participação do EduBiota nesta edição da Noite Europeia dos Investigadores só foi possível graças ao convite e ao acolhimento do Centro Ciência Viva de Vila do Conde.
Deixo, por isso, um agradecimento muito especial à Dra. Raquel Ribeiro, Diretora Executiva do Centro Ciência Viva de Vila do Conde, pelo convite, pela confiança e pela oportunidade proporcionada ao EduBiota de participar nesta iniciativa.
Um agradecimento igualmente especial a toda a equipa do CCVVC, pela enorme disponibilidade, pelo apoio prestado na preparação e instalação do módulo e pelo acompanhamento ao longo de toda a noite.
O acolhimento, a organização e a disponibilidade da equipa foram fundamentais para que investigadores e visitantes pudessem usufruir plenamente desta experiência.
Fica também o agradecimento aos colegas e equipas responsáveis pelos diferentes projetos presentes. Poder conhecer trabalhos tão diversos, trocar ideias e observar diferentes formas de comunicar investigação constituiu uma dimensão particularmente enriquecedora desta participação.
A Noite Europeia dos Investigadores mostrou, uma vez mais, que a ciência ganha uma dimensão diferente quando sai dos contextos académicos e de investigação e entra em diálogo direto com a sociedade.
Para o EduBiota, foi também mais uma oportunidade para cumprir uma das ideias que orientam o projeto: Mesmas perguntas. Mais perspetiva.
Galeria | Alguns momentos da Noite Europeia dos Investigadores 2026
Créditos fotográficos: Diogo Moutinho





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